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Em ‘colapso’, empresas de ônibus de BH suspendem circulação de 106 veículos

Já nesta quinta, 88 coletivos da Viação Transoeste deixam de rodar e, no domingo, mais 18 do Consórcio Dom Pedro II

Duas empresas que operam no transporte público de Belo Horizonte anunciaram “colapso” e informaram que vão deixar de prestar o serviço na capital. A decisão, conforme o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros (Setra-BH), vai afetar de imediato 106 veículos de diversas linhas.

Já nesta quinta-feira (13), de acordo com a entidade, 88 ônibus da Viação Transoeste deixam de rodar nas ruas do município. A empresa tem 28 linhas, sendo cinco compartilhadas e uma da rede de domingo, e atende as regiões Barreiro, Central, Área Hospitalar, Centro-sul, BH Shopping e Anel Rodoviário.

As linhas que vão deixar de rodar são: 32 – 35 – 303 – 304 – 305 – 308 – 309 – 310 – 311 – 313 – 314 – 315 – 318 – 319 – 325 – 329 – 330 – 332 – 335 – 336 – 337 – 340 – 3029 – 3055 – 3250 – 3350

A partir de domingo (16), outros 18 ônibus pertencentes ao Consórcio Dom Pedro II também param de trafegar. No entanto, o Setra ainda não informou quantas linhas serão afetadas. A quantidade de passageiros prejudicados com a medida também não foi divulgada.

Falta de dinheiro

A falta de verba para comprar óleo diesel foi apontado como o principal motivo da suspensão. Em nota, o Setra informou que as empresas não têm “viabilidade financeira para contínua aquisição do insumo”. Em outro trecho do comunicado, ressaltou que a medida foi tomada por falta de “alternativa”.

“O SetraBH lamenta a crise e destaca que os maiores prejudicados serão os usuários que deixarão de ser atendidos pelas duas empresas. A entidade e os Consórcios Dez e Dom Pedro II estão em contato com o poder concedente (PBH) para viabilizar uma solução emergencial para a crise”, declarou.

Além de insumos como o óleo diesel, que vem sofrendo aumentos constantes, a entidade reforçou que “todo o sistema está com extrema dificuldade de manter os salários de seus funcionários em dia tamanho é o desequilíbrio econômico-financeiro dos contratos e os efeitos deletérios da pandemia no transporte público urbano em todo o país, com a redução gigantesca do número de passageiros”.

O Setra frisou que o “colapso” não tem relação com as chuvas que castigam Minas Gerais nem com fechamento de vários trechos de rodovias que cortam o Estado. “É falta de dinheiro”, sentenciou.

Procurada pela reportagem, a prefeitura declarou que foi informada “e está buscando uma solução para o problema de maneira que a população não saia prejudicada”. O prefeito Alexandre Kalil marcou uma reunião de urgência, nesta quinta, com representantes do Setra para discutir o caso.

CRISE NO TRANSPORTE PÚBLICO

Além das duas empresas, o Setra declarou que, em breve, outras empresas também devem anunciar a suspensão das operações. “O Setra-BH e os Consórcios Dez, Pampulha, Dom Pedro II e BH Leste estão envidando os melhores esforços para uma solução urgente, mesmo tendo um contrato há muito desequilibrado econômica e financeiramente, na manutenção do serviço essencial à população”.

NOVELA

O valor da passagem de ônibus em BH foi queda de braço entre o município e as empresas. No fim do ano passado, após várias reuniões, Kalil anunciou que o bilhete terá redução a partir de fevereiro. O preço da principal tarifa passará de R$ 4,50 para R$ 4,30, entretanto, a proposta ainda precisa ser aprovada pela Câmara Municipal.

No arranjo feito entre a PBH e o sindicato, a prefeitura vai assumir o pagamento das gratuidades no transporte público, orçadas em cerca de R$ 12 milhões por mês. Pelo acordo, o dinheiro sairá do caixa da prefeitura. Os detalhes de como isso será feito ainda não foram divulgados. 

Fonte: Portal O Tempo

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