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Kalil diz que não haverá reajuste de passagem de ônibus no fim do ano em BH

Já o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte (SetraBH) pede que seja cumprido o contrato, que prevê aumento anual.

O prefeito Alexandre Kalil (PSD) disse, em entrevista coletiva nesta sexta-feira (19), que não haverá reajuste de passagem no final deste ano. A tarifa unitária está em R$ 4,50.

Já o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte (SetraBH), Raul Lycurgo, informou que entrou com uma ação na Justiça para que seja cumprido o contrato, que prevê aumento anual. E também pede a revisão tarifária, que deve ser feita a cada quatro anos. A última, de 2018, foi alvo de investigações do MP de Contas e da CPI da BHTrans.

A entrevista coletiva foi após uma reunião de mais de três horas, que ocorreu na sala do prefeito, a portas fechadas. Também estiveram presentes o vice-prefeito, Fuad Noman, secretários e presidente da BHTrans, Diogo Prosdocimi. O grupo discutiu alternativas para que a campanha salarial dos motoristas, que não têm reajustes há dois anos, não impacte na prestação de serviço de transporte coletivo.

Kalil disse ainda que um grupo formado por membros da prefeitura e da entidade está discutindo questões ligadas ao contrato das empresas de ônibus.

O prefeito também comentou sobre o projeto de lei que suspende a isenção do Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN) e Custo Gerencial de Operação (CGO), aprovado na Câmara Municipal na semana passada.

CPI

O projeto de lei foi apresentado como um dos resultados da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da BHTrans, que apurou irregularidades nos contratos de ônibus de Belo Horizonte.

Após seis meses de investigações, a comissão pediu o indiciamento do prefeito por peculato, prevaricação, condescendência criminosa e infrações político-administrativas. O documento também quer que sejam indiciados empresários de ônibus, funcionários da BHTrans, consultores e auditores de empresas que prestaram serviço à prefeitura da capital.

No dia da conclusão do inquérito (5), a prefeitura disse em nota que “a resposta do prefeito Alexandre Kalil para esse tema é: ‘Isso é politicagem. Tenho que cuidar da cidade’”.

Redução de frota

Questionado sobre redução de frota e ônibus circulando lotados durante a pandemia, Raul Lycurgo disse que não é possível colocar mais ônibus para rodar, por causa da falta de estrutura viária da capital. Até outubro deste ônibus, 460 ônibus saíram de circulação, resultando em 2.393 veículos.

Fonte: G1 Minas Gerais

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