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No Dia Mundial sem Carro, a Quicko traz 7 motivos para desapegar do quatro rodas de vez!

  1. Ter um carro custa caro!

Geralmente, na hora de calcularmos os custos de possuir um automóvel levamos em consideração apenas gastos com combustível ou estacionamento e esquecemos de computar os impostos, manutenção, lavagem, pedágio, eventuais multas e reparos, depreciação do veículo, custo de aquisição, além dos custos de oportunidade, como por exemplo o aluguel da garagem. De acordo com a organização finlandesa MaaS Global, cerca de 85% do custo com o veículo estão relacionados à sua posse e não à sua utilização.

De acordo com um levantamento feito pela Guia Bolso, os custos mensais de um carro podem variar de acordo com o valor do veículo e com os locais utilização, mas em média no Brasil, se gasta 1500 reais por mês com, ou seja, uma média de 18mil reais por ano.

Quem utiliza transporte coletivo todos os dias de semana em SP e usa táxis por aplicativo nos finais de semana por exemplo em trajeto de 5 a 10 km, gasta em média menos de 500 reis por mês. Quem quiser se deslocar todos os dias de táxi por aplicativo durante a semana irá gastar cerca de 700 reais em deslocamentos de até 5km.

  • Pode ser bastante prejudicial à sua saúde

É bastante fácil perceber que utilizar o carro diariamente expõe motoristas e passageiros a altos níveis de stress e poluição, principalmente devido a longas horas de engarrafamento. Os veículos urbanos são responsáveis por cerca de 70% da poluição, agravando os níveis de doenças respiratórias na sociedade. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 4,2 milhões de mortes prematuras podem ser atribuídas à poluição do ar ao redor do mundo. Nos últimos 10 anos, as mortes relacionadas à poluição atmosférica aumentaram em 14%.

Mais que isso, diversos estudos ao redor do mundo indicam que países com maiores níveis de utilização de automóveis, possuem níveis mais altos de doenças crônicas – como obesidade, diabetes e doenças do coração. Enquanto isso, países que investiram no uso da bicicleta possuem baixos níveis de doenças relacionadas ao sedentarismo. O momento do deslocamento pode ser também um momento de se exercitar e relaxar. Por isso experimente utilizar um modo ativo (sem motor), como a bicicleta ou a caminhada.

  • Acidentes poderiam ser evitados

Muitos especialistas comparam o uso do carro com o uso do cigarro à algumas décadas atrás. Uma atitude tão enraizada na nossa sociedade que acabamos não percebendo o quanto nos faz mal. Você sabia que uma pessoa morre a cada 15 minutos em um acidente de trânsito no Brasil?

São cerca de 33mil mortes no trânsito por ano em nosso país. Além disso, o número de internações é 7 vezes maior, sobrecarregando o sistema de saúde. Mais da metade de todas as mortes no trânsito ocorre entre os mais vulneráveis: pedestres, ciclistas e motociclistas. A velocidade das vias está diretamente ligada à taxa de fatalidade do acidente. O risco de morte para pedestres atingidos por automóveis aumenta consideravelmente em 4,5 vezes de 50 km/h para 65 km/h. Os acidentes são a principal causa de morte entre crianças e jovens de 5 a 29 anos.

  • O meio ambiente agradece!

Além da poluição do ar que faz mal à saúde dos cidadãos, veículos movidos à gasolina, emitem altos níveis de CO2, gás que promove o agravamento do efeito estufa e aquecimento da temperatura terrestre.

Além da emissão de poluentes, a produção de um carro demanda diversos recursos naturais. Um automóvel pode pesar de 900 kg à 2.000 kg, chegando à 25 vezes o peso de uma pessoa. Será que precisamos mesmo de um equipamento dessa dimensão para nos deslocarmos? Será que não podemos ser mais leves e sustentáveis?

  • Conheça a cidade que você mora, conheça as pessoas e aproveite seu caminho!

Você já percebeu a diferença de passar em um locar de carro ou caminhando? O quanto daquele local você consegue desfrutar? Quem caminha pelas cidades conhecem mais o lugar onde vive e as pessoas que por ali habitam. Quem só anda de carro não se dá a oportunidade de descobrir a beleza das cidades, conhecer seu vizinho, descobrir um restaurante novo ou uma praça escondida no meio da selva de pedra.

As cidades foram criadas para aproximar as pessoas e proporcionar a oportunidades de trocas entre elas. Um estudo da Universidade de São Francisco demonstrou que a velocidade de uma via impacta diretamente nos níveis de interação entre seus vizinhos. Pessoas que andam a pé consomem muito mais em negócios locais, e incentivam o desenvolvimento econômico local. Cidades com pessoas nas ruas são extremamente atrativas e seguras.

  • Existem muitos serviços de transporte que substituem o carro próprio!

Atualmente existe uma grande diversidade de serviços de transporte que vão além do transporte coletivo como, por exemplo taxis sob demanda, aluguel de carros, bicicletas compartilhadas, patinetes. A cada dia, se torna menos vantajoso possuir um automóvel, mas sim usufruir da liberdade de utilizar todos os meios de transporte da melhor maneira que se encaixar na sua rotina.

 Estamos na era da mobilidade digital, da mobilidade como serviço. Através de plataformas digital agregadoras será possível acessar diversos serviços de transportes, facilitando cada vez mais as decisões e a experiência de quem se desloca nas cidades. Essas plataformas oferecem informação em tempo real sobre os diversos modos de transporte e meios de pagamento integrados, criando uma experiência mais fluida, confiável e agradável para todos que se deslocam nas cidades.

  • Covid 19: O carro não é mais seguro que os outros meios de transporte.

Ao contrário do que se parece óbvio, para muitas pessoas, algumas evidências em diversos países vem sugerindo que o sistema de transporte urbanos não seja o principal local de contaminação do corona vírus. Estudos feitos em Paris, Áustria e Japão, não relacionaram os focos da doença ao uso do transporte coletivo. Obviamente, países com baixas taxas de infecção no sistemas de transporte público atoaram fortes medidas que reduzem a disseminação do vírus , incluindo a obrigatoriedade de uso de máscaras faciais; desinfecção de trens e ônibus, etc. Especialistas afirmam que dentre a gama de atividades urbanas andar de metrô é provavelmente mais arriscado do que caminhar ao ar livre, mas é mais seguro do que jantar dentro de casa com outras pessoas. De modo geral, o próprio comportamento no transporte coletivo, onde as pessoas se mantem silenciosas e de máscaras, reduz a probabilidade de contaminação.

Por fim, incentivar as pessoas a utilizarem o automóvel particular nesse cenário pode ser extremante grave para a piora nos níveis de mortalidade do Coronavírus. Recentes estudos científicos feitos em Harvard e em outras universidades europeias demonstram que altos níveis de poluição do ar aumentam o risco de morte por Covid-19. O uso massivo do automóvel ocasionará grandes engarrafamentos e o aumento da poluição, o que já é uma realidade em alguns locais do mundo. A cidade de Shangai na China já apresenta níveis de poluição 9% maiores que o fase Pré Covid.

Luisa Feyo Guimarães Peixoto

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Comentários enviados

  1. Sheila Patrícia

    Parabéns, pela iniciativa de mostrar as pessoas, a desapegar do carro, a ideia principal é abrir a mente das pessoas, por um ar menos poluído!!!

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