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Prefeitura aumenta fiscalização nas Linha de ônibus

Aplicação de multas eletrônicas amenizou, mas não resolveu demora nos pontos de ônibus

O primeiro dia de aplicação de multas eletrônicas aos consórcios de ônibus que estiverem operando com a frota abaixo do que foi determinado pela Prefeitura do Rio amenizou, mas ainda não resolveu totalmente problema de quem depende do transporte público no município. Nesta terça-feira, quando se iniciou a fiscalização por GPS em em um primeiro grupo de 50 linhas, responsáveis pelo fluxo se 35% dos passageiros da cidade, ainda houve poucas filas e algumas reclamações na Zona Oeste.

Em Campo Grande, no início da manhã, apesar da existência um número maior de coletivos, passageiros chegaram a formar pequenas aglomerações para embarcar no ponto final da rodoviária do bairro. Já em Bangu, a demora nos intervalos das partidas foi alvo da maior parte das queixas de quem estava a espera de uma condução para ir ao trabalho ou voltar para casa. Segundo a Secretaria municipal de Transportes, o balanço de multas aplicadas só será fechado no fim do dia e deverá ser divulgado apenas nesta quarta-feira.

Em Bangu, a professora Alexandra de Oliveira, de 24 anos, disse não ter sentido nenhuma diferença, nesta terça-feira, na redução do tempo de espera pelo ônibus da linha 812 ( Bangu X Carobinha). Para ela a fiscalização anunciada ainda melhorou a vida de quem dos passageiros que dependem da linha.

— O ônibus demora meia hora. Pego esta linha todos os dias para ir trabalhar. Nesta terça-feira, não senti nenhuma diferença. Continua demorando. Não mudou nada – disse.

Para Jorge Rodrigues, que usa a mesma linha, a demora está um pouco mais reduzida.

— Habitualmente espero meia hora para o ônibus aparecer. Nesta terça-feira fiquei esperando uns 15 minutos — disse.

Em Campo Grande, alguns passageiros disseram que a espera pelos ônibus diminuiu um pouco, mas que ainda existe.

— Estão passando cheios. Foi assim quando vim para o Centro de Campo Grande. Mas, veio mais rápido também. Antes espera uns 15 minutos. Nesta terça-feira fiquei só uns dez minutos esperando- disse Adelaide Xavier, de 61, antes de embarcar pela segunda vez no dia em um ônibus da linha 838 ( Jardim Maravilha X Campo Grande).

Já para Caíque Cunha, de 26, que usa a linha 864( Bangu X Campo Grande), o tempo de espera diminuiu.

— Pego todo dia para ir trabalhar em Bangu. Esperava uns dez minutos habitualmente, mas nesta terça-feira está mais rápido sim — afirmou.

De acordo com a Secretaria de Transportes, a previsão é a de que no primeiro dia de novembro se inicie o monitoramento de mais 47 linhas. Ja até o fim do mesmo mês todas os itinerários passarão ser fiscalizados eletronicamente. Ainda de acordo com a Secretaria, o Rio tem 496 linhas de ônibus municipais, mas de acordo com dados obtidos na última sexta-feira, deste total apenas 132 estavam operando com mais de 80% da frota.

De janeiro até agora, a Prefeitura do Rio emitiu 2.725 multas contra consórcios de ônibus. Deste total, apenas 64 (2,35%) foram pagas. A maior parte (1.132) foi alvo de recurso das empresas e ainda está sob análise. Outras 753 (27,63%) estão vencidas. Em.2020, foram aplicadas um total de 9.844 multas. Os consórcios quitaram 800 (8,13%). Em recurso estão 2.084( 21,11%). Vencidas somam um total de 6 828 ( 69,36%).

De acordo com a Secretaria de Transportes , a maior parte das multas foi aplicada por três motivos. Por operar linha com quantitativo de veículos inferior a 80% da frota ou superior a 100 da frota determinada, por suspender por quatro horas ou mais, sem autorização do gestor de transportes do município, a operação de uma linha ou serviço é não efetuar vistoria ordinária ou extraordinária.

A Rio ônibus, sindicato que reúne as empresas de transporte de passageiros emitiu nota afirmando que as multas recebidas não deixaram de ser pagas e que estão sob recursos administrativos. Abaixo, a íntegra do documento.

Confira a íntegra da nota da Rio Ônibus: “As referidas multas não deixaram de ser pagas, estão sob cabíveis recursos administrativos. O Rio Ônibus ressalta que as empresas de ônibus são formalmente constituídas, pagadoras de impostos e também de multas recebidas, diferentemente de sistemas ilegais de transportes em operação na cidade, que circulam livres de fiscalização e que sequer recebem multas, promovendo caos e degradação à mobilidade urbana do Rio de Janeiro”

Fonte: Extra Rio

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