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[RJ] Rodoviários do BRT do Rio entram em greve; passageiros relatam que nenhum ônibus está circulando

Funcionários pedem melhores condições de trabalho, mais segurança e um reajuste nos salários.

Funcionários do BRT entraram em greve na madrugada desta sexta-feira (25). Os rodoviários pedem melhores condições de trabalho, mais segurança e reajuste nos salários.

Diversas estações do sistema nem sequer abriram. Passageiros relataram que, às 6h, nenhum ônibus articulado estava passando. Os ônibus de linhas regulares estão circulando normalmente.

Apenas o corredor Transoeste operava parcialmente — a Prefeitura do Rio montou um plano de contingência e conseguiu manter em operação apenas a linha Santa Cruz-Alvorada, operada por ônibus comuns. “Transcarioca e Transolímpica estão paralisados”, destacou a prefeitura.

O Rio tem três corredores do BRT, compostos por faixas exclusivas e veículos próprios, com paradas semelhantes às do metrô, onde o passageiro paga a tarifa e passa pela roleta antes de embarcar.

“Chegamos aqui e o rapaz disse que estão em greve. Tem ônibus nenhum. Eu não vou trabalhar desse jeito. Saí de casa eram três da manha. Eu vou pegar uma van e vou embora para casa”, disse uma passageira.

Grandes terminais, como Madureira, na Zona Norte, e Mato Alto, na Zona Oeste, registravam longas filas.

Prefeitura: ‘Greve é ilegal’

Na semana passada, a Prefeitura do Rio assumiu de vez a operação do sistema, após uma intervenção de um ano. Uma nova concessão será feita.

Em nota, a prefeitura disse que não recebeu qualquer comunicado sobre a intenção dessa paralisação ou a pauta de reivindicações.

“Trata-se de uma greve ilegal. Sem qualquer tipo de aviso prévio, os motoristas do sistema BRT entraram em greve. A Prefeitura do Rio, por meio da empresa MOBI-Rio, orienta à população que procure outra alternativa de transporte público para se locomover”, afirmou.

A Presidente da MOBI-Rio, Cláudia Seccin, tenta contato, sem sucesso, iniciar uma negociação com os grevistas desde o meio da madrugada, mas eles se negaram a conversar.

Fonte: G1

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